Duas rodadas do Vitória no Brasileirão: Uma vitória de 2×0 sobre o Remo, que retorna à Série A depois de 31 anos e 5×1 para o Palmeiras nesta rodada de meio de semana. Analisando alguns resultados do campeonato até aqui, o destaque ficou por conta do CORITIBA, no jogo desta quinta-feira. O time paranaense também é recém promovido a primeira divisão e venceu por 2×1, fora de casa, o Cruzeiro titular e cheio de estrelinhas. O que mostra, pelo menos para mim, que o Vitória está sendo mal escalado e com uma estratégia de jogo errada e que já falei algumas vezes aqui neste espaço.
O Coritiba foi para BH sem temer o Cruzeiro, escalação no tradicional 4-3-3, que muitos gostam de botar como 4-1-2-3 ou 4-2-3-1 ou até mesmo 4-5-1, com pontas, um meia centralizado e o centroavante ou apenas com pontas e o centroavante lá na frente. O Coxa saiu perdendo, mas não se acovardou em campo, tentou sair pro jogo, atacar o Cruzeiro, conseguiu o empate ainda no primeiro tempo e num contra-ataque, no início do segundo tempo, virou o jogo e segurou o placar.
O que quero dizer com isso é que nosso treinador Jair Ventura começa a repetir os erros de Carpini e até mesmo de Condé – explico – que é jogar apenas com uma ideia de jogo e formação tática, no caso atual é o sistema com 3 zagueiros, independente da qualidade dos mesmos. Nesta atual temporada, os volantes que temos no elenco são melhores e com mais opção de jogo que os dos zagueiros, então, ao meu ver, se é pra jogar reativo, que seja com TRÊS VOLANTES e não 3 zagueiros, principalmente quando as opções de formar este trio de zaga é com os fracos Zé Marcos e Néris, além do recém contratado Riccieli, que ainda não provou a sua qualidade.
Vale destacar que até o momento, somente o Vitória (dos times que entram com a briga contra o rebaixamento) sofreu goleada em um dos dois jogos. A Chapecoense que tinha alguns anos fora da elite, fez logo 4 em sua reestreia na Série A em cima do Santos, e ontem empatou fora contra o Vasco. Mais um sinal que a estratégia e filosofia de jogo de Jair não está surtindo efeito. Ou seja, mesmo jogando em casa contra um time famoso e grande do Brasil, com algumas peças interessantes, a Chape não se fechou em copas, nem ficou com medo ou respeito excessivo. E é isso que vejo o Vitória fazendo, e não é só agora, já fazem alguns anos esta postura covarde e de time pequeno. Não se pode abdicar completamente de atacar o oponente.
Outro ponto que quero destacar é que já está evidenciado que não podemos fazer da plataforma de 3 zagueiros a única forma de jogar. Na minha visão, para atuar com 3 zagueiros tem que ter QUALIDADE nesses zagueiros, não apenas quantidade. Jogar com Néris e Zé Marcos nesse trio de zaga é uma temeridade, pois são zagueiros de pouquíssimos recursos técnicos e que falham constantemente, tanto em bolas rasteiras, como em bolas aéreas. O Riccieli ainda não se firmou no time e ao meu ver tende a ser mais um zagueiro que vai passar e sair do clube sem deixar saudade. Que eu esteja errado!
Está na hora de Jair Ventura se reinventar, rever a formação tática e o uso de peças. Aitor já tem que sair deste time, DUDU tem que ser um dos volantes titulares e Néris e Zé Marcos devem passar no RH, se despedir dos colegas e dos funcionários do clube. CICLOS ENCERRADOS. JÁ CHEGA! Néris nem deveria iniciar a temporada 2025 e Zé Marcos nem deveria começar este ano de 2026 no Leão. O Vitória precisa trazer mais zagueiros e de melhor qualidade, pois não tem como ter Néris e Zé Marcos como opções, porque um dia iremos precisar escalá-los e já sabemos que eles não vão entregar outra coisa que não seja a rapadura.
Foto: Gabrielle Gomes (Rede Globo/BA).



4 Comentários
Rapaz , problema nunca foi e nunca será o esquema , são as desgraças de peças que nosso grande presidente deixou no elenco .. com halter, camutanga e edivis o esquema nunca foi problema … precisamos contratar isso sim, reforçar esse elenco reprovado em 2025 e mantido com louros por xota
Com certeza, César Castro. Brilhante explanação!
Tem coisas que só a ontem no vitória. O Carpine não quis Camotanga e João Victor, preferiu Neris e indicou Zé Marcos. O treinador teve carta branca, para fazer o que bem quis e depois foi embora e largou as bombas sugeridas por ele.
Outra coisa que observo é que os jogadores da base nunca estão prontos, para jogar no time principal, sempre é falado que estão verdes, que é prematuro promover os jogadores, então pra que base, contrata os refugos , tanto jogadores bons , bem melhores que os perebas que inventam.
Mas outra coisa treinador do vitória se transforma depois de renovar contrato, começa bem depois da renovação começa a inventar. Não é possível que os torcedores conseguem enxergar mais que esses treinadores.
Finalizando o nosso clube deve ser o único no mundo , onde os dirigentes vivem chorando e lamentando não ter recursos, mas diante das dificuldades expostas não quer se tornar uma SAF.
Tá difícil, todo ano é esse sofrimento. Perder do Palmeiras lá não seria nada fora do script, porém tomar 5×1 é demais.
SRN